sexta-feira, 21 de julho de 2017

ENNies 2017 - Minhas escolhas, quem deve ganhar e quem é favorito.


Fala aí pessoal, a janela de votação terminou e quem votou, votou... quem não votou? Bem, resta torcer pelo que foi escolhido pelos demais.

O ENNIEs Awards, o Oscar do RPG Internacional já está fechado e esse ano tivemos até campanha de algumas editoras para que o público escolhesse seus produtos. Prevejo que esse ano, a premiação será uma ads mais concorridas dos últimos tempos e com maior destaque.

Mas quem deve ganhar? Quem são as apostas certas? Quem são os favoritos em cada uma das categorias?

Ano passado eu dei os meus palpites e acertei bastante. Vou arriscar e lançar alguns dos nomes mais quentes e aqueles em quem votei para ver se acerto alguma coisa ou se foi apenas sorte.

Então sem mais delongas, aqui estão meus favoritos para esse ano:

Melhor Aventura

Dragon’s Hoard (Green Ronin)
Doors to Darkness (Chaosium)
The Edom Files (Pelgrane Press)
The Things We Leave Behind (Stygian Fox Publishing)
Blood in the Chocolate (Lamentations of the Flame Princess)

Em quem votei: A luta pelo meu voto já começa de maneira frenética. Caras, dessa lista tem três que saltam aos meus olhos, não apenas por que dois deles são do meu sistema de jogo favorito, mas por que, a despeito de bairrismo e torcida para Call of Cthulhu, são dois módulos com excelentes aventuras. Eu me dividi entre Doors to Darkness da Chaosium, um compêndio com cinco aventuras para mestres em início de carreira, The Edom Files um suplemento com aventuras para Nights Black Agents (um dos queridinhos dos votantes da Gen Con) e The Things We Leave Behind, da novata Stygian Fox. Difícil escolher entre eles, mas como só pode haver um favorito fico com THE THINGS WE LEAVE BEHIND. Material de primeira, livro empolgante, aventuras bem escritas e ideias inovadoras em uma antologia na qual virtualmente TODAS aventuras são utilizáveis.


Quem deve Ganhar: Difícil dizer. Pode acontecer do público fã de Call of Cthulhu dividir seus votos entre Doors to Darkness e The Things We Leave Behind. Se isso acontecer, vai sobrar para Edom Files. Eu ainda acho que Doors to darkness tem uma pequena vantagem graças ao lobby que a Chaosium vem fazendo desde o anúncio do livro. Se tivesse que cravar, diria que DOORS TO DARKNESS leva, mas vai ser por pouco.

Melhor Acessório

13th Age Icon Tokens (Campaign Coins)
Kobold Guide to Plots & Campaigns (Kobold Press)
Zombies!!! Official Board Game Soundtrack (Midnight Syndicate)
Call of Cthulhu – Keeper’s Screen Pack (Chaosium)
Pirate Coins (Norse Foundry, LLC)

Em quem votei: Nesse quesito ao meu ver não tem pra ninguém. O CALL OF CTHULHU - KEEPERS SCREEN PACK é uma coisa linda de se ver. Não apenas pelo fato de apresnetar um belíssimo screen, útil e prático, mas por incluir no pacote mapas e um livro com cenários protos. Em tempos em que os escudos do narrador vem acompanhados de... nada, uma editora que inclui material de primeira junto com o escudo já ganha minha simpatia. E meu voto!


Quem deve ganhar: Eu diria que o CALL OF CTHULHU - KEEPERS SCREEN PACK deve levar, pois como mencionei o Looby está grande e a Chaosium tem uma base de fãs hardcore. Ao meu ver, esse deve ser o ano da Chaosium que emplacou 10 indicações, mas nunca se sabe, pode dar uma zebra. Provável que não aqui, mas quem sabe... correndo por fora nessa categoria eu coloco o Kobold Guide to Plots & Campaigns que ganhou muitos elogios.

Melhor Arte de Capa

7th Sea: Pirate Nations (John Wick Presents)
Call of Cthulhu – Investigator Handbook (Chaosium)
Rifts®: Savage Foes of North America (Pinnacle Entertainment Group)
Blue Rose: The AGE RPG of Romantic Fantasy (Green Ronin)
Torment: Tides of Numenera — The Explorer’s Guide (Monte Cook Games)

Em quem votei: Arte é em geral uma categoria complicada. Ela diz respeito muito mais a gosto particular do que qualquer outra coisa. A beleza de uma capa está no olho do observador, o que é deslumbrante para alguns, para outros não faz tanto sentido ou é meramente passável. O que posso dizer sem medo de errar é que qualquer um dos candidatos poderia levar essa premiação pois todos os trabalhos são primorosos. Vou jogar meu voto para CALL OF CTHULHU - INVESTIGATOR HANDBOOK, que na minha opinião apresenta uma das melhores capas da história de Call of Cthulhu. A representação do Grande Antigo Chaugnar Faugn como uma estátua sombria e malévola, a presença dos investigadores explorando a câmara, as sombras que parecem espreitar pelos cantos... tudo conjura uma aura de ameaça, horror e espanto. Eu adorei essa capa, se tivesse um poster disso, emoldurava e pendurava em cima da minha cama (pelo menos até minha mulher mandar tirar!)


Quem deve ganhar: Difícil de dizer, tudo ali é bonito demais. Mas acredito que a premiação vai ficar entre o Call of Cthulhu - Investigators Guide e o TORMENT: TIDES OF NUMENERA, com uma pequena vantagem para esse segundo. A capa é realmente uma coisa de maluco com detalhes incríveis. Correndo por fora estão o 7th Sea: Pirate Nations com uma arte deslumbrante que remete às grandes navegações. Muito bacana! Se levar não vai ser injusto.  

Melhor Arte Interior

Baby Bestiary Handbook Vol 2 (Metal Weave Games)
Tales from the Loop – Roleplaying in the ’80s That Never Was (Free League Publishing)
S. Petersen’s Field Guide to Lovecraftian Horrors (Chaosium)
Gods of the Fall (Monte Cook Games)
Polaris RPG – Core Rulebooks 1 & 2 Deluxe Edition (Black Book Editions)

Em quem votei: Aqui o bicho pega! Eu fiquei dividido entre três que são simplesmente de cair o queixo. Tales from the Loop é uma coisa de maluco! Sério, que livro, que arte, que material! Se ele levar não vou nem me importar de ter errado. Polaris é outro tem uma arte nada menos do que sensacional. Que livro impressionante! Gods of the Fall é de tirar o chapéu, e todos sabemos que o pessoal adora a arte dos livros da Monte Cook... mas vou ter que ser bairrista nesse quesito. "De novo!", dirão alguns leitores, "Esse cara só vota nas paradas da Chaosium", constatarão outros. "Vai ter que aguentar!" responderei de maneira ousada. SANDY PETERSEN FIELD GUIDE TO LOVECRAFTIAN HORRORS, é nada menos do que sensacional. Primeiro pelo trabalho dos franceses da Sans Detour, segundo pelo conceito inovador na aparência das criaturas, terceiro por terem ousado transformar um livro de monstros em algo que mais parece um livro de arte. Não dá, vai me desculpar mas meu voto tem dono. Só uma nota: cadê o material de D&D 5th? Gente a arte dos livros é deslumbrante e se não teve muita novidade, eles mantiveram a qualidade dos anos anteriores. Deveria pelo menos ter sido lembrada!


Quem deve ganhar: Qualquer um dos concorrentes mereceria uma menção honrosa aqui. Eu acho que qualquer um pode levar e seria justo. Mas se tiver de apontar favoritos, a coisa ao meu ver vai ficar entre Polaris, Tales from the Loop e o SANDY PETERSEN FIELD GUIDE TO LOVECRAFTIAN HORRORS que a meu ver tem uma pequena vantagem diante dos outros pelos fãs. Se bem que o Bestiário de monstrinhos bebês fofinhos pode atrair votos. 

Melhor Blog

Loot the Room
Age of Ravens
Gnome Stew: The Gaming Blog
Cyclopedia
dicegeeks

Em quem votei: Eu costumo votar naquele que conheço ou no mais popular. Já faz algumas edições que meu voto vai para GNOME STEW: THE GAMING BLOG, não apenas por ser um dos melhores blogs de RPG da atualidade, mas por continuar sendo um dos melhores, mantendo sua qualidade.

Quem deve ganhar: GNOME STEW: THE GAMING BLOG, deve levar até por que a base dos fãs é enorme e vota em massa.

Melhor Cartografia 

7th Sea: Map of Théah (John Wick Presents)
Rifts®: North America + Castle Refuge Poster Map (Pinnacle Entertainment Group)
Torment: Tides of Numenera — The Explorer’s Guide (Monte Cook Games)
Call of Cthulhu – Keeper’s Screen Pack (Chaosium)
The Cursed Chateau (Lamentations of the Flame Princess)

Em quem votei: Engana-se quem imagina que eu vou ser bairrista aqui. Se pensaram que eu iria votar no Call of Cthulhu: Keepers Screen Pack , erraram. Estamos votando em cartografia, ou seja mapas, e a Chaosium conseguiu a proeza de simplesmente CORTAR a América do Sul do Mapa Mundi que vem com os demais. Sério? Cadê a América do Sul, manolos? Tudo bem, o resto do material é bonito à vera, mas esse deslize eu não perdoo. Então aqui meu voto foi para outro: TORMENT: TIDES OF NUMENERA - THE EXPLORERS GUIDE, tem uma cartografia excelente. Como todos os mapas que descrevem o Nono Mundo em detalhes, esses aqui são maravilhosos e merecem levar! Ah sim, mais uma vez: Cadê  material de D&D 5th nesse quesito? Caras, Cartografia é quase uma marca registrada das Dungeons de D&D, está no nome pelo amor de Deus! Nada? Nenhuma indicação? Jeez...


Quem deve ganhar: O Mapa de Théah é bonito e deve ganhar muitos votos. Tendo em mente que o Financiamento Coletivo de 7th Sea quebrou records, imagino que vai levar muitos votos de sua base de fãs. Assim como o material de Numenera em quem votei e o Cursed Chateau que tem uma cartografia incrível descrevendo aposento por aposento uma mansão assombrada. Mas, as razões pelas quais eu evitei votar no CALL OF CTHULHU - KEEPERS SCREEN PACK, não devem afastar outros votantes. Os mapas de Arkham e da Lovecraftian Country são lindos de morrer e ao meu ver devem levar. 

Melhor Material Eletrônico

The Things We Leave Behind (Stygian Fox Publishing)
Spirit of 77 — A Very Special Episode: Masterpiece 77 (Monkeyfun Studios)
The Cthulhu Hack: The Haunter of the Dark (All Rolled Up)
Hubris: A World of Visceral Adventure (DIY RPG Productions)
Fragment (Imaginary Empire)

Em quem votei: THE THINGS WE LEAVE BEHIND inovou com material eletrônico para auxiliar a mestrar as excelentes aventuras oferecidas em sua antologia de cenários modernos. E é um material de primeira com handouts e recursos para o Mestre. Não vou estranhar se outras editoras começarem a fazer a mesma coisa num futuro próximo. 

Quem deve ganhar: Difícil dizer, pois francamente não conheço bem o restante dos candidatos. Dei uma olhada nos outros e gostei do Cthulhu Hack e do Hubris. Acho que os dois estão em pé de igualdade com o THE THINGS WE LEAVE BEHIND, mas se tiver de apontar apenas um, acho que as chances dele são boas. 

Melhor Jogo para a Família 

Bubblegumshoe (Evil Hat)
Masks: A New Generation (Magpie Games)
Epyllion: A Dragon Epic (Magpie Games)
Space Pirates the Musical (Orcs Unlimited)
Little Heroes (Mystical Throne Entertainment)

Em quem votei: Não votei nessa categoria. Os caras dizem para não votar sem saber o mínimo a respeito dos candidatos, então para não ser injusto preferi me abster. Não faço a mais remota ideia do que são esses jogos.

Quem deve Ganhar: No Idea!

Melhor Produto Gratuito

7th Sea: Basic Rules (John Wick Presents)
City of Mist – Free PDF Starter Set (Son of Oak Game Studio)
Santa is Dead(In Search of Games)
Free RPG Day Flipbook – Swords Against the Dead and The Van Helsing Letter (Pelgrane Press)
Rockerboys & Vending Machines (Encoded Designs)

Em quem Votei: 7th SEA BASIC RULES oferece um apanhado das regras e material para compreender um pouco das complexidades do Mundo de Théah. É um material muito bom, bem feito, bem elaborado, bem construído e tudo isso... GRÁTIS! E na boa, deve ter seu mérito, pois foi com base nessas regras básicas que o Financiamento do John Wiki atingiu o 1 milhão de dólares lá fora. Então ele leva meu voto!


Quem deve ganhar: O 7th SEA BASIC RULES deve levar pelos mesmos motivos acima descritos, mas correndo por fora tem o Swords Against the Dead que é um material muito bacana para Nights Black Agents, um cenário que vem chamando a atenção pela qualidade. Não me importaria se ele levasse essa premiação, embora, se isso acontecer, o John Wick deve chorar...

Melhor Jogo

Tales from the Loop – Roleplaying in the ’80s That Never Was (Free League Publishing)
7th Sea: Core Rulebook (John Wick Presents)
Timewatch (Pelgrane Press)
Bubblegumshoe (Evil Hat)
Sins of the Father (Third Eye Games)

Em quem votei: Tirem as crianças da sala que esse é o prêmio mais importante. Estamos falando de melhor jogo do ano, afinal de contas. E foi um belo ano para lançamentos diferentes e material inovador. Pra variar, fiquei dividido nesse quesito: O 7th Sea: Core Rulebook é um excelente livro de uma das minhas ambientações favoritas. O livro é sensacional e poderia muito bem ser meu favorito. Só que tem um livro novo chamado TALES FROM THE LOOP que é basicamente Strangers Things RPG. caras... STRANGER "FREAKING" THINGS!!!!! Não dá para não votar nele! Eu preciso desse jogo para ontem.


Quem deve ganhar: Tem três nessa categoria que podem levar pra casa o prêmio. O 7th Sea que teve um Financiamento record de arrecadação graças a propaganda da John Wick Presentes - e que é realmente uito bom, o Bubblegumshoe que oferece uma plataforma nova e simplificada do Gunshoe (um jogo com uma bela base de fãs) e o TALES FROM THE LOOP que é basicamente... STRANGER "FREAKING" THINGS!!!! Nesse caso, não vou me surpreender se este último levar pelo fator nostalgia que ele invoca em cada página.  

Melhor Produto em Miniatura

D&D Icons of the Realms: Adventurers’ Campsite Premium Set(WizKids)
Achtung! Cthulhu Skirmish: Servitors of Nyarlathotep (Modiphius Entertainment)
Gen Con Legends Miniature Series – Ranger(Games & Gears)
Pathfinder Pawns: Villain Codex Box (Paizo Publishing)
Dungeons & Dragons: Molzur’s Marvelous Miniatures (WizKids)

Em quem votei: Nenhum! Não tenho costume de votar em miniaturas.

Quem deve Ganhar: Sabe lá Deus!

Melhor livro d eMonstro/Adversário

Atlas of Earth-Prime (Green Ronin)
Eclipse Phase: X-Risks (Posthumans Studio)
S. Petersen’s Field Guide to Lovecraftian Horrors (Chaosium)
Veins of the Earth (Lamentations of the Flame Princess)
Fantasy AGE Bestiary (Green Ronin)

Em quem Votei: Vocês sabem em quem votei não sabem? Pois é, muito embora o SANDY PETERSEN FIELD GUIDE TO LOVECRAFTIAN HORRORS ao meu ver não seja exatamente um Livro de Monstros/Adversários, por não ter nenhuma estatística das criaturas, ele merece meu voto. O Veins of the Earth é bacana? Com certeza! Eu adoro o conceito de dedicar várias páginas a cada monstro e oferecer ideias para o mestre usá-lo em sua mesa. Mas... cara, eu adoro o trabalho desses franceses malucos da Sans Detóur e aqui eles levaram às raias do absurdo sua criatividade ao reinventar os monstros dos Mythos de Cthulhu. 


Quem deve Ganhar: O FANTASY AGE BESTIARY é algo que precisa ser reconhecido. Material de primeira qualidade com aquilo que a gente quer em um livro desse tipo: MONTROS, MONSTROS, MONSTROS! Detalhes, curiosidades e estatísticas tudo ao alcance do mestre. Deve levar, a não ser que o Field Guide ou o Atlas of Earth-Prime consigam roubar votos suficientes. 

Melhor Podcast

Ken and Robin Talk About Stuff
+1 Forward – A Podcast Powered by the Apocalypse
Spellburn
How to be Great Gamemaster
RPG Academy

Em quem votei: Eu não tenho costume de ouvir Podcast, exceto o KEN AND ROBIN TALK ABOUT STUFF, a dupla dinâmica do RPG Kenneth Hite e Robin D. Laws consegue atrair a minha atenção com causos e conversas bem humoradas. Meu voto vai pra eles!

Quem deve ganhar: Nem ideia! É bem capaz que os outros sejam igualmente bons, mas como não conheço nenhum, prefiro não arriscar.

Melhor Produção

Faith: A Garden in Hell – Starter Set (Burning Games)
Call of Cthulhu – 7th Edition Slipcase Set(Chaosium)
Polaris RPG – Core Rulebooks 1 & 2 Deluxe Edition (Black Book Editions)
Unknown Armies Deluxe Set (Atlas Games)
Baby Bestiary, Collector’s Edition (Metal Weave Games)

Em quem votei: E esse é outro prêmio importante. Em um ano em que RPGs inovaram e abusaram de qualidade gráfica, arte e material de primeira não é fácil escolher apenas um. Polaris é algo que chama a atenção, dois livros imensos, totalmente coloridos e com arte brilhante. O Unknown Armies em um retorno triunfante de um jogo cult em embalagem de luxo, onde a caixa que envolve os três livros se transforma em um escudo do narrador. A Edição de Colecionador do Bestiário mais fofinho de todos os tempos. O Faith que parece muito a caixa Legacy de Numenera... Mas na minha opinião a CALL OF CTHULHU - 7TH EDITION SLIPCASE SET vai para o trono do material mais bonito. Livros de primeira qualidade, top em acabamento luxuoso e dentro de uma caixa reforçada. Lindo demais!


Quem deve ganhar: Acho que o Polaris tem uma boa chance de levar, mas vai ficar pau a pau com o CALL OF CTHULHU - 7TH EDITION SLIPCASE SET. Correndo por fora o Faith: A Garden in Hell que talvez seja o material mais completo, embora seja um jogo pouco conhecido do grande público. Pelo lobby e por ser o livro básico de Call of Cthulhu, ele deve ganhar... mas se o Polaris ou o Faith levarem estará em boas mãos.

Melhor Produto relacionado com RPG 

Call of Cthulhu: The Coloring Book (Chaosium)
The ABCs of RPGs (Hunter Books)
Cinema + Sorcery (Green Ronin)
Dark Deeds (Games & Gears)
Kaiju Incorporated Card Game (Evil Hat)

Em quem votei: Nenhum. O dedo coçou para votar no Coloring Book de Cthulhu, mas sério. Livro de colorir é meio demais. Não que eu não quisesse ter essa parada, mas livro de colorir é apelação.

Quem deve Ganhar: Nem ideia.

Melhores Regras

7th Sea: Core Rulebook (John Wick Presents)
Rifts®: Game Master Handbook (Pinnacle Entertainment Group)
Adventures in Middle-Earth Player’s Guide (Cubicle 7 Entertainment)
Veins of the Earth (Lamentations of the Flame Princess)
Bubblegumshoe (Evil Hat)

Em quem votei: Melhor regra é um quesito delicado. Pra mim é um dos mais importantes pois diz respeito a toda parte do crunch em um único prêmio. Eu fiquei bastante dividido, entre o 7th Sea: Core Rulebook e o Bubblegunshoe. O primeiro por ser um sistema bem diferente, simples e estiloso. John Wick pegou o 7th Sea clássico e o repaginou com ares de modernidade e ousadia. Belo jogo, sem dúvida. Já o Bubblegunshoe é uma simplificação do Gunshoe para a molecada que está aprendendo a rolar dados. Dois bons títulos, mas não escolhi nenhum deles. Meu voto foi para ADVENTURES IN MIDDLE-EARTH PLAYERS GUIDE. Esse livro pega dois sistemas que são excelentes: D&D 5th e One Ring, mistura os dois até dar liga, usa o que existe de melhor em cada um descarta os problemas e faz surgir um jogo fantástico.


Quem deve ganhar: Acho difícil que o 7TH SEA: CORE RULEBOOK saia dessa premiação sem ganhar nada. E uma premiação por melhor sistema de regras é um baita prêmio de consolação, ainda que ao meu ver deva ficar apenas com esse.  

Melhor Ambientação

Tales from the Loop – Roleplaying in the ’80s That Never Was (Free League Publishing)
Torment: Tides of Numenera — The Explorer’s Guide (Monte Cook Games)
Atlas of Earth-Prime (Green Ronin)
The Dark Eye: Aventuria Almanac (Ulisses North America)
Polaris RPG – Core Rulebooks 1 & 2 Deluxe Edition (Black Book Editions)

Em quem votei: Votei em TALES FROM THE LOOP. Apesar de Polaris e Torment de Numenera serem ambientações incríveis, o sentimento de nostalgia falou mais alto. Poder jogar na década de 80, como um moleque que se mete em aventuras com seus melhores amigos e encontra robôs, alienígenas, cientistas loucos e monstros é por si algo que o mundo do RPG estava precisando. 


Quem deve vencer: Polaris poderia levar aqui já que a proposta dele é incrível, um Mad Max submarino. Cara, que jogo maneiro! Mas tem ainda o Torment que é basicamente um RPG de mesa calcado em cima do RPG de computador. Deve ser fantástico! Mas acho que a onda saudosista deve falar mais alto, se os fãs americanos forem tão curiosos quanto eu a respeito da proposta de TALES FROM THE LOOP. Se esse for o caso, esse RPG sueco deve levar o prêmio. 

Melhor Suplemento

The One Ring – Horse-Lords of Rohan (Cubicle 7 Entertainments)
Pulp Cthulhu (Chaosium)
Symbaroum – Advanced Player’s Guide (Järnringen)
Cosmic Handbook (Green Ronin)
7th Sea: Pirate Nations (John Wick Presents)

Em quem votei: Essa talvez tenha sido a categoria mais difícil. Não apenas pela presença de Symbaroum na lista, mas pelo fato desse livro em especial ser muitíssimo elogiado. Acho que vai ficar bem se ele vencer, mesmo porque ó de ler o índice desse livro me fez salivar com as inúmeras possibilidades. One Ring sempre teve e sempre terá minha atenção. O material da Cubicle 7 é sensacional e esse livro Horse-Lords expande a ambientação para falar de Rohan, e como não amar Rohan? Eu quero muito esse livro e pelo que falam dele vale muito a pena. 7th Sea Pirate Nations é outro livro que está sendo muito comentado. 7th Sea é um jogo de aventura e pirataria e esse livro leva a ação até os sete mares de uma maneira sensacional. Quem leu garante que é nada menos que incrível. Dá para sentir o cheiro do mar e da pólvora dos canhões. Mas eu votei mesmo em PULP CTHULHU que dentre os candidatos é um sobrevivente. Eu explico: Pulp Cthulhu é um livro que deveria ter sido editado mais de 10 anos atrás. Muita gente achava que esse livro era amaldiçoado e que a Chaosium jamais lançaria esse material a respeito da saudável mistura entre Mythos de Cthulhu e Aventura Pulp. O que posso dizer a respeito dele é que valeu a pena esperar! Livro muito bom para todos os fãs de aventuras a lá Indiana Jones com uma pitada (ou mais) de exploração, ocultismo e exotismo.


Quem deve ganhar: Além de Pulp Cthulhu que pode receber seu reconhecimento, acho que esse prêmio pode cair no colo da Cubicle 7 com o Horse Lords, o que seria um belo reconhecimento ao material de qualidade. 7th Sea e Symbaroum tem iguais chances ao meu ver. Mas estou mais inclinado a achar que SYMBAROUM - ADVANCED PLAYERS GUIDE leva essa.

Melhor Website

The Book of Changing Years (Pelgrane Press)
Tales from the Loop – Roleplaying in the ’80s That Never Was (Free League Publishing)
Unknown Armies Deluxe Set (Atlas Games)
Veins of the Earth (Lamentations of the Flame Princess)
The One Ring – Horse-Lords of Rohan(Cubicle 7 Entertainments)

Em quem votei: Eu pensei seriamente em votar no Unknown Armies. Li alguns trechos desse livro e gostei muito do que vi. Parece ser um daqueles materiais que você lê de ponta a ponta sem respirar. O pessoal responsável por esse livro é fora de série! One Ring também é conhecido pela excelência em escrita. Os livros contém farta referência, pesquisa exaustiva e detalhamento que agrada aos fãs mais hardcore de Tolkien, o que não é pouca coisa. Mas no fim, meu voto foi para TALES FROM THE LOOP. Eu li alguns trechos do livro on-line e fiquei doido para ler o resto. Parece ser um daqueles livros que você devora sem dó nem piedade e fica torcendo para não chegar ao fim.


Quem deve ganhar: One Ring pode muito bem levar, o que seria bem merecido. O Vein of the Earth pode receber um prêmio de consolação que coroaria o bom trabalho que está sendo feito com Lamentations of the Flame Princess. Acho que o Unknown Armies também merecia reconhecimento. Mas aposto no TALES FROM THE LOOP pelos motivos acima descritos. Acho que o público do RPG está em uma onda de saudosismo com sua infância/adolescência e que isso vai calar alto no momento da votação.  

Produto do Ano

Tales from the Loop – Roleplaying in the ’80s That Never Was (Free League Publishing)
Veins of the Earth (Lamentations of the Flame Princess)
Bubblegumshoe (Evil Hat)
Polaris RPG – Core Rulebooks 1 & 2 Deluxe Edition (Black Book Editions)
7th Sea: Core Rulebook (John Wick Presents)
Rifts®: Game Master Handbook (Pinnacle Entertainment Group)
Doors to Darkness (Chaosium)
Torment: Tides of Numenera — The Explorer’s Guide (Monte Cook Games)
Timewatch (Pelgrane Press)
Atlas of Earth-Prime (Green Ronin)

Em quem votei: E chegamos ao prêmio final da noite e o mais importante. Produto do Ano vem a coroar o RPG que mais chamou a atenção no ano, aqueles que todo jogador deve considerar ter em sua prateleira. Um bom ano na minha opinião, com material novo como Polaris, Bubblegumshoe e Vein of Earth. Muita coisa sendo revista como Rifts e 7th Sea. Mas vou ser coerente e dar meu voto para aquele que recebeu a maioria dos meus votos: TALES FROM THE LOOP. Acho que esse RPG ainda vai dar o que falar em termos de inovação, proposta e apelo. 



Quem deve ganhar: Acho que Polaris e Torment tem chance, mas menos do que 7th Sea. No fim, é possível que qualquer um desses vença, mas ao meu ver TALES FROM THE LOOP vai acabar levando para casa esse prêmio.

Então é isso!

Agora resta esperar e ver quem serão os vencedores. Fique conosco e em breve saberemos se falei besteira ou se acertei nas minhas previsões.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Detetive em Chamado de Cthulhu - Os personagens mais Suspeitos para seu jogo II


Dando continuidade a postagem a respeito dos personagens do Jogo de Tabuleiro Detetive (Clue) adaptados para o Universo dos Cthulhu Mythos do RPG.

Mas antes, falando um pouco do cenário de aventura em que eles estão inseridos.

Tatterdemalion é um cenário clássico de Chamado de Cthulhu. Publicado originalmente na antologia "Fatal Experiments", ela é a primeira das três histórias de horror contidas no livro.

Tatterdemalion (que pode ser traduzida como "Traje de Retalhos") envolve uma grande festa na Mansão de Long Island pertencente a um milionário no estilo Great Gatsby. A magnífica mansão é o lar de Anthony Carmichael um diletante e enfant-terrible cujas atenções se dividem entre escândalos indecorosos convenientemente abafados e um gosto pela dramaturgia. Carmichael cumpriu um período de auto-exílio na Europa depois que uma de suas peças rompeu a sequência de sucessos na Broadway e resultou em um enorme fracasso de público e crítica.

A festa que ele está organizando sinaliza com seu retorno em grande estilo para sua cidade natal e os afagos da nata da alta sociedade - os Lexington, os Rockfeller e os Carlyle estão convidados. As pessoas só falam do retorno de Carmichael e o que ele está preparando para marcar sua gloriosa volta.

Os personagens de Detetive foram convidados para a Festa e estão entre as pessoas de sorte que irão testemunhar uma nova e excitante montagem teatral escrita por Carmichael em seu período de exílio. Cada personagem tem uma ligação com o ricaço - alguns mais profunda do que outros, mas no fim, cada um estabeleceu um elo com ele. 

A festa trará à tona velhas rivalidades, situações difíceis e, é claro, momentos do mais puro horror cósmico. Não vou falar muito a respeito para ão estragar a surpresa para os que vão jogar a aventura que foi bem adaptada do original afim de comportar a ideia do Jogo Detetive durante a sessão. Por exemplo, para emular a Mansão de Carmichael nada melhor do que utilizar o tabuleiro do jogo e os peões dos jogadores para registrar onde eles estão. Também troquei a maneira como ocorrem alguns crimes na casa, usando para isso as armas clássicas do jogo (revólver, cano, corda, chave inglesa, faca e candelabro). No fim, acho que vai ser uma aventura bem divertida. 

Mas vamos falar um pouco mais dos personagens de Detetive e de sua adaptação para as regras da sétima edição de Call of Cthulhu.   

*       *       *

PROFESSOR BLACK

Nome: Howard Carlton Black
Ocupação: Professor de Literatura Inglesa e Idiomas
Idade: 43 anos
Formação Acadêmica: Universidade Cornell (Letras e Literatura)
Residência: New York, N.Y.
Local de Nascimento: Plum Tree, Minnesota


BIOGRAFIA: Considerado uma autoridade em literatura inglesa, o Professor Howard Black é uma figura notável no quadro docente da Universidade de Cornell. Suas aulas são bastante concorridas e ele costuma realizar palestras em várias universidades de renome na Costa Leste. Dono de credenciais impecáveis, o Professor Black, como costuma ser tratado pelos alunos, tem uma vida bastante tranquila, senão solitária. Um solteirão convicto, ele mantém uma duradoura relação platônica, através de correspondência, com uma viúva de Leicester. Há alguns anos, a amizade do Professor com alguns de seus alunos levantou boatos maldosos sobre comportamento inadequado. O Professor foi totalmente eximido de culpa em um crime praticado por um de seus alunos que assassinou um colega usando uma Chave Inglesa. O crime ganhou repercussão, mas o nome de Black não foi citado nos autos do processo. Ele tem planos de escrever um livro a respeito de Lendas e Mitos da America do Norte, um assunto que acha fascinante.          

Frase de Efeito: "Ah sim, o estilo dessa prosa é reminiscente ao período romântico, mas existem nuances de um certo realismo em toda essa composição. Algo que passa desapercebido à maioria, mas que podemos inferir"... (e continua, continua, continua)

ANTECEDENTES

Descrição Pessoal: Sempre simpático e falante, costuma adotar um postura pouco formal. Alguns o consideram à primeira vista um tanto arrogante, mas a despeito disso, é uma pessoa bastante acessível que gosta de demonstrar seu intelecto sempre que possível. Disfarça seu sotaque de Minessota imitando o estilo de falar da Nova Inglaterra. Black aprecia casacos de tweeds e gravatas borboleta que lhe conferem um ar de tutor. Ele está sempre limpando distraidamente as lentes de seus óculos bifocais.  

Ideologia/ Crenças: Ateu convicto. Originalmente criado entre presbiterianos, Black abandonou suas crenças e se tornou um fervoroso contestador da religião. Na sua opinião, o homem pode viver sem recorrer a superstições.

Pessoas Significativas: Marion Coverdalle - Amiga e paixão platônica com quem ele costuma se corresponder há anos. Ele jamais a encontrou pessoalmente embora haja planos de viajar um dia para fazê-lo.

Lugares Relevantes: O Campus de Cornell, em especial o jardim onde ele passa horas conversando com seus alunos e colegas.

Possessões Valiosas: Um cachimbo antigo que pertenceu a Walt Whitman e que ele costuma acender apenas em ocasiões importantes.

Sr Black para Chamado de Cthulhu

ATRIBUTOS

FOR: 65     DES: 60     INT: 80      IDEIA: 80%
CON: 50    APA: 65      POD: 70  
TAM: 70                       EDU: 90    SABER: 90%

Bônus de Dano: +1d4
Sanidade: 70%
HP: 12

HABILIDADES: Arqueologia 21%, Arte/Ofício (Literatura) 81%, (Shakespeare) 70%, (Autores americanos) 70%, (Poesia) 62%, Charme 30%, Crédito Social 40%, Escutar 33%, Esquiva 40%, Furtividade 27%,  Lutar (Briga) 30%, História 58%, Pesquisar Biblioteca 70%, Mundo Natural 25%, Navegação 43%, Ocultismo 36%, Psicologia 42%, Localizar 56%, Ser Sabichão 71%, Limpar Lentes de Óculos 90%, Lendas e Mitos 60%, Oratória 80%

Idioma Nativo: Inglês 99%
Idiomas: Francês 50%, Italiano 15%, Latim 10%, Grego 40%, Gaélico 10%

ATAQUES:

Combate Desarmado 30%, dano 1d3 +db
Chave Inglesa 38%, dano 1d6 +db

DONA BRANCA

Nome: Blanche White (Dona Branca)
Ocupação: Enfermeira Particular
Idade: 60 anos
Formação Acadêmica: Escola de Enfermagem (incompleto)
Residência: New York, NY
Local de Nascimento: Scranton, Pennsylvania

BIOGRAFIA: Ao longo de toda sua vida Blanche cuidou dos outros. Primeiro foram seus irmãos mais novos que ficavam sob sua responsabilidade, depois uma tia doente e finalmente sua mãe que nos últimos anos de vida estava confinada na cama. Era de se esperar que ela se tornasse uma enfermeira já que ela foi acompanhante de pessoas debilitadas por tanto tempo. Blanche nunca terminou o curso, ao invés disso aprendeu tudo por conta própria, na prática. Amarga e desiludida ela não tinha ilusões de que um dia sua existência seria algo além de limpar, desinfetar e tratar de convalescentes. Mesmo depois de ter recebido uma substancial herança de uma patroa, ela continuou fazendo aquilo que sempre fez, afinal, há algo mais que ela saiba fazer? Finalmente os detetives de polícia pararam de perturbá-la a respeito da morte de sua benfeitora - que rolou a escada da mansão em que morava. Um machucado na cabeça e um candelabro amassado sempre levantaram dúvidas de crime, mas nunca houve provas.    

Frase de Efeito: "O que a senhora precisa é de vitaminas e de uma boa injeção de cálcio, isso vai fortalecer seus ossos. Você vai viver mais 20 anos!"

ANTECEDENTES

Descrição Pessoal: Uma senhora baixa e atarracada, mas com uma energia quase inesgotável. Quieta e discreta, ela se mistura ao ambiente ficando quase invisível. Seu uniforme de criada é imaculado, contrastando com as mãos ásperas e cheias de calos deixados por anos de polimento e limpeza. Seus cabelos ficaram grisalhos precocemente, eles são testemunhas de experiências desagradáveis ao longo da vida. Sonhos e aspirações esmagados por comadres sujas e banhos de esponja.  

Ideologia/ Crenças: "Eu tenho um trabalho a fazer e se estou sendo paga para isso, é isso que vou fazer da melhor forma possível".

Pessoas Significativas: Ninguém! Blanche se sente sozinha e não tem ninguém que se importe com ela.

Lugares Relevantes: A Igreja Episcopal em Red Hook onde ela vai para descansar. Blanche não é religiosa, ela apenas aprecia o ambiente sereno e a quietude.


Possessões Valiosas: Ao longo de anos ela "surrupiou" pequenos objetos de suas patroas - uma colher de prata aqui, um lenço lá, um camafeu acolá. Nada valioso, apenas pequenas lembranças.


Dona Branca para Call of Cthulhu BRP

ATRIBUTOS

FOR: 55     DES: 60     INT: 60     IDEIA: 60%
CON: 60    APA: 50      POD: 70
TAM: 45                       EDU: 50    SABER: 50%

Bônus de Dano: +0
Sanidade: 70
HP: 10

HABILIDADES: Arrombamento 30%, Crédito Social 30% (50%)*, Esquiva 40%, Lábia 31%, Primeiros Socorros 68%, Escutar 80%, Medicina 20%, Farmácia 65%, Psicologia 32%, Psicoanálise 10%, Navegação 23%, Prestidigitação 53%, Localizar 85%, Furtividade 70%, Limpar escrupulosamente 90%, Esterilizar 80%, Arrumar Cama 80%   

* O nível de riqueza dela é bem maior do que aparenta.

Idioma Nativo: Inglês 50%

ATAQUES:

Combate Desarmado 27%, dano 1d3 +db
Candelabro 27%, dano 1d6 +db

SRTA. ROSA

Nome: Cassandra Scarlet (Grace Wu)
Ocupação: Atriz de Cinema
Idade: 28 anos
Formação Acadêmica: Nenhuma
Residência: New York City, NY
Local de Nascimento: San Francisco, CA


BIOGRAFIA: Nascida e criada nas perigosas ruas de Chinatown em San Francisco, a jovem Grace Wu jamais conheceu seus pais e teve de sobreviver praticando pequenos furtos. Ela, no entanto, teve muita sorte, sendo adotada por Ida May Jansen, uma rica socialite do Leste que se afeiçoou pela menina. Levada para Nova York, Grace recebeu uma educação esmerada e desenvolveu um gosto pelas artes cênicas. Ao chegar à idade adulta, Grace, que a essa altura havia adotado o nome artístico (e flamboyant) Cassandra Scarlet se tornou atriz de teatro. Dos palcos, foi um passo para que ela chegasse às telas de cinema. Vivendo o papel de mulher sedutora e de femme fatale, Cassandra encontrou um nicho perfeito para ganhar fama. Depois de participar de mais de 20 produções, inclusive algumas da RKO, Cassandra conquistou fama no crescente mercado de filmes distribuídos para o exterior. Seus empresários tem tentado manter um conflituoso romance com um ator casado em segredo. O fato do sujeito ter sido encontrado esfaqueado, boiando no Rio Hudson, parece ter lançado uma pá de cal sobre a questão.

Frase de Efeito: "Que tal mais uma cena? Eu sei que posso fazer de novo, dessa vez, quem sabe, com um close..."

ANTECEDENTES

Descrição Pessoal: Uma mulher alta e esguia realmente atraente que se torna o centro das atenções onde quer que vá. Seus traços orientais são marcantes, os cabelos lisos e negros são tão longos que, soltos, descem até a cintura. Vestindo roupas insinuantes de seda, com generosos decotes e ousadas fendas, Scarlet está acostumada a virar o pescoço dos homens e obter olhares reprobatórios das mulheres.  

Ideologia/ Crenças: "Nesse mundo de homens, uma garota tem que saber onde pisa (ou em quem pisa) para se sair bem".


Pessoas Significativas: Ida May Jansen - Sua mãe adotiva, uma viúva rica que estava procurando um sentido para sua vida. Scarlet a ama e tudo o que ela representa, embora jamais a tenha chamado de mãe.

Lugares Relevantes: The Blue Buda - Uma casa de espetáculos/ nightclub onde você costumava cantar antes de ganhar fama. Quando você ganhou dinheiro suficiente comprou o lugar.

Possessões Valiosas: Uma Piteira de Ouro e Jade, presente de um fã de Hong Kong, oferecido quando você passou pela cidade para promover um filme ano passado.

Senhorita Rosa para Call of Cthulhu BRP

ATRIBUTOS

FOR: 65     DES: 80     INT: 65     IDEIA: 65%
CON: 70    APA: 90     POD: 65
TAM: 65                      EDU: 55    SABER: 55%

Bônus de Dano: +1d4
Sanidade: 65%
HP: 14

HABILIDADES: Avaliar 50%, Arte/Ofício (Dramaturgia) 58%, (Dança) 60%, (Canto) 61%, (Mímica) 58%, Charme 74%, Crédito 58%, Esquivar 52%, Dirigir (Carro) 40%, Lábia 30%, Lutar (Briga) 40%, História 22%, Ouvir 37%, Ocultismo 30%, Psicologia 26%, Localizar 54%, Furtividade 43%, Nadar 28%, Sedução 70%, Sex-Appeal 87%, I-Ching 44%

Idioma Nativo: Inglês 55%
Idiomas: Chinês (Mandarim) 10%

ATAQUES:

Combate Desarmado 40%, dano 1d3 +db
Combate (Faca) 40%, 1d4 +db
Revólver Calibre 22, 20%, dano 1d6

terça-feira, 18 de julho de 2017

Detetive em Chamado de Cthulhu - Os personagens mais suspeitos para seu jogo


"Coronel Mostarda, no Salão de Jogos com o candelabro"!

Eu sempre adorei Detetive.

O jogo de tabuleiro, originalmente chamado de Clue ("Pista" na tradução literal), é um dos mais populares mundo afora, contando com inúmeras versões nas quais os personagens tentam descobrir qual dentre eles é o assassino responsável por matar "Mr. Body" (Sr. Corpo), qual a arma empregada no crime e em que local o crime ocorreu.

Para quem não conhece, o jogo se desenrola em um tabuleiro que simula uma mansão cheia de aposentos nos quais pistas ficam esperando pelos detetives. A medida que cada aposento é visitado, os jogadores eliminam um suspeito de sua lista, ou uma arma ou um aposento. No final, visitando aposentos suficientes, os jogadores conseguem descobrir a verdade.

Clue é bem antigo, a primeira versão, com o nome Murder! é de 1944. Desde então houve várias versões e quando eu era moleque, o jogo já era meio que uma febre. Eu adorava quando visitava meus primos e jogávamos.


Hoje em dia, existem várias versões do jogo, com personagens de Star Wars, Senhor dos Anéis, Game of Thrones e Simpsons (para citar apenas alguns) tentando desvendar a célebre questão: "Who dunnit?" (Quem foi?). Na minha opinião, a melhor versão e a que me traz mais saudade é essa das fotos, lançada aqui no Brasil em meado da década de 1970 e vendida com essa roupagem até os anos 1980.

Essa caixa, é a que vem na minha cabeça sempre que alguém fala em Detetive.

Os personagens eram incrivelmente suspeitos, a expressão deles remete exatamente à questão: "Qual deles poderia ter assassinado o dono da mansão"?

Francamente, todos parecem perfeitamente capazes de usar uma faca, uma corda ou uma pistola na Sala de Músicas ou na Cozinha para eliminar sua vítima. Quer dizer, olha a expressão do Senhor Marinho, a cara de pau do Professor Black, o olhar de lado que trai a Dona Branca ou a dissimulação escancarada na face da Senhorita Rosa.


Uma das coisas mais bacanas nessa versão era tornar os personagens usados pelos jogadores suspeitos de um crime violento (ninguém usa um cano ou candelabro na cabeça de uma vítima com delicadeza). Quando eu era criança, sempre imaginava o criminoso usando uma daquelas armas mortais e considerava Detetive um jogo com um componente extra de realidade. De certa forma, era um jogo bem adulto, embora disputado por detetives pré-adolescentes.

Esses tempos pensei em adaptar os suspeitos de Detetive para o Universo de Chamado de Cthulhu e usá-los como Personagens dos Jogadores. Depois eu conto como foi o jogo. Antes, vou falar das fichas com estatísticas dos personagens e do background que se ajusta no cenário pretendido.

Esse é o resultado, espero que gostem.

*       *       *

CORONEL MOSTARDA

Nome: Coronel Albert Mustaigne (Mustard)
Ocupação: Oficial Militar/ Exército Britânico, posto de Coronel
Idade: 62 anos
Formação Acadêmica: Academia Militar de Sandhurst
Residência: Jodhpur, atualmente Nova York
Local de Nascimento: Suffolk, Grã-Bretanha


BIOGRAFIA: Abrasivo, mau humorado e azedo, o Coronel Albert Mustaigne (apelidado pelos seus companheiros de Mostarda) é um Oficial do Exército Britânico que serviu na Colônia Britânica da India, boa parte de sua vida. Ele esteve em Jodhpur, uma cidade do Rajastão e foi conselheiro militar do governante o Rajá Ganganaghar. Apesar de integrar uma função adjunta do corpo diplomático, o Coronel sempre se considerou um homem de ação e de poucas palavras. Ele jamais teve paciência para amabilidades ou protocolos, sendo curto e grosso na maioria de suas interações sociais. Em mais de uma ocasião sua falta de tato resultou em discussões acaloradas, colecionando desafetos e (dizem) até inimigos jurados. Recentemente viúvo, o Coronel foi reformado do Serviço Militar ativo - dizem por ter passado da conta em suas opiniões a respeito da delicada Questão Colonial. Nas palavras do Coronel; o Império Britânico deve continuar a ser uma "força civilizatória para os povos menos favorecidos do mundo". Disposto a viajar, ele se estabeleceu temporariamente na América para conhecer essa parte do mundo. Por enquanto, ele tem achado a América, um lugar pitoresco. O pavio curto do Coronel e o fato dele sempre andar com seu Revólver o tornam uma figura volátil.

Frase de Efeito: "Isso me lembra uma ocasião nas ruas de Bilahra, eu fiquei sozinho contra cinco bandidos armados com punhais! Felizmente tinha à mão meu fiel revólver de serviço! Vou lhes dizer, fiz aqueles selvagens pagãos correrem como nunca"  

ANTECEDENTES

Descrição Pessoal: Austero é a palavra que vem à mente. Extremamente distinto tanto no comportamento quanto nos trajes sóbrios escolhidos para cada ocasião. Um homem que não se furta de externar sua opinião, doa a quem doer. Seus cabelos grisalhos, o espesso bigode e as fartas suíças que emolduram sua face são como uma marca de distinção. O Coronel recentemente adotou o uso de um monóculo que lhe confere uma aparência aristocrática.

Ideologia/ Crença: O Imperialismo (de preferência o Britânico) é a cura para a barbárie dos povos. Somente povos mais civilizados podem proteger os demais de seus vícios.

Pessoas Significativas: Beatrice (Bea) Mustaigne sua amada esposa e fiel companheira, falecida há três anos.

Lugares Relevantes: Clube de Cavalheiros em Brunswick onde ele costuma jogar bridge com seus colegas.

Possessões Valiosas: Sua coleção de medalhas e regalias militares obtidas em sua função em Jodhpur.

Coronel Mostarda para Call of Cthulhu BRP

ATRIBUTOS

FOR: 60     DES: 70     INT: 55      IDEIA: 55%
CON: 70    APA: 45      POD: 65  
TAM: 70                       EDU: 70    SABER: 70%

Bônus de Dano: +1d4
Sanidade: 65%
HP: 14

HABILIDADES: Contabilidade 30%, Arqueologia 10%, Arte/Ofício (Artesanato Indiano) 30%, Avaliação 30%, Crédito Social 60%, Esquivar 25%, Lutar (Briga) 48%, Arma de Fogo (Pistola) 66%, Arma de Fogo (Rifle/Espingarda) 60%, Primeiros Socorros 36%, História 59%, Intimidação 47%, Direito 31%, Pesquisar Biblioteca 30%, Mundo Natural 25%, Navegação 43%, Ocultismo 15%, Persuadir 60%, Cavalgar 37%, Localizar 30%, Arremessar 29%, Rastrear 33%, Discurso Imperialista 80%, Apreciar Condimentos Fortes 84%, Limpar Armas de Fogo 63%

Idioma Nativo: Inglês 75%
Idiomas: Hindu 43%, Alemão 15%,

ATAQUES:

Combate Desarmado 48%, dano 1d3 +db
Revólver Calibre 38, 66%, dano 1d10 (Webly Mark-2)
Rifle de Cano Duplo (Elephant Gun) 61%, dano 4d6

DONA VIOLETA

Nome: Sra. Violet Peacock (Dona Violeta)
Ocupação: Crítica de Teatro e Colunista da Seção de Arte e Entretenimento do Times.
Idade: 64 anos
Formação Acadêmica: História da Arte (Universidade de Darthmouth)
Residência: New York City, NY
Local de Nascimento: Hannover, New Hampshire


BIOGRAFIA: Igualmente respeitada e odiada por toda comunidade teatral de Nova York, Violet Peacock, ou Senhora Violeta, como se tornou conhecida após usar o pseudônimo para assinar sua coluna, é a mais implacável crítica de arte da cidade. Dona de um gênio irascível, ela se diverte destilando em palavras as críticas mais mordazes e as ferroadas mais dolorosas. É sabido que mais de uma montagem foi cancelada após a publicação de uma das suas críticas ferinas. Diretores a abominam e artistas a bajulam frequentemente, mas Dona Violeta se mantém sempre neutra, envergando um perene ar blasé diante de tudo e todos. Em seu íntimo é uma mulher extremamente amarga cujo prazer pessoal se limita a cultivar a importância que recebe do meio cultural. Dizem que ela já esteve apaixonada, quando mais jovem, mas os rumores dão conta que sua paixão terminou tragicamente, na ponta do nó de uma corda. Suicídio, dizem... Dona Violeta declina em comentar.


Frase de Efeito: "Minha querida, as coisas podem ser feitas à sua maneira ou podem ser feitas da maneira correta! Vamos dar preferência às coisas corretas, faça de novo!"

ANTECEDENTES

Descrição Pessoal: Uma senhora que já passou da meia idade e mantém uma rígida postura conservadora. Sua estatura é baixa e seu porte esguio, ainda assim, de alguma forma, repleta de energia. Sua voz é baixa e calculada, bem como todos os seus movimentos. Dona Violeta raramente sorri, mas quando o faz seus lábios se arqueiam levemente com o peso da ironia e condescendência. Ela usa uma bengala de nogueira e veste um chapéu que lhe confere um ar antiquado. O conjunto se completa com um pince-nez que realça seus olhos de rapina, pequenos e atentos.   

Ideologia/ Crenças: Perfeccionista e metódica em um grau que beira a obsessão.

Pessoas Significativas: Grace Stilson, uma atriz de teatro que é sua protegé no mundo das artes.

Lugares Relevantes: O New Amsterdam Theatre, onde você possui uma cadeira cativa.

Possessões Valiosas: Uma bengala de nogueira com adornos de marfim que você usa como ponto de apoio e para afastar os indesejados.

Sra. Violet Peacock para Call of Cthulhu BRP

ATRIBUTOS

FOR: 40     DES: 45     INT: 80  
CON: 50    APA: 50      POD: 70
TAM: 45                       EDU: 90
Bônus de Dano: +1d4
Sanidade: 70%
HP: 10

HABILIDADES: Contabilidade 31%, Antropologia 25%, Arte/Ofício (História da Arte) 71%, (Literatura) 70% (Teatro) 81%, Crédito Social 51%, História 39%, Intimidação 30%, Pesquisar Biblioteca 36%, Persuadir 43%, Psicologia 47%, Localizar 68%, Escrever Artigos Provocativos 88%, Provocar 71%, Condescendência 87% 

Idioma Nativo: Inglês 90%
Idiomas: Francês 38%, Italiano 25%, Latim 30%

ATAQUES:

Combate Desarmado 25%, dano 1d3 +db

SR. MARINHO

Nome: Marinus Green (Mr. Green)
Ocupação: Empresário/ Criminoso
Idade: 53 anos
Formação Acadêmica: Nenhuma
Residência: Nova York (Yonkers)
Local de Nascimento: Napoles, Itália


BIOGRAFIA: A figura do imigrante que construiu um vasto patrimônio na América é bem exemplificado pelo Sr. Green. Nascido em Nápoles, Mario Verdi, adotou o pomposo nome Marinus Green quando chegou a Nova York. Seus primeiros anos foram duros, mas logo ele compreendeu que para vencer na vida teria de agir à margem da sociedade. Green começou como guarda costas de chefões italianos, mas progrediu de maneira meteórica assumindo o lugar de seus chefes através de intimidação e violência. Mais de uma vez ele usou um cano para arrebentar a cabeça de seus rivais. Mas isso é passado, o Sr. Marinho, como é conhecido no submundo está tentando legalizar seus negócios e se tornar um empresário legítimo como forma de cumprir uma promessa feita à sua esposa. Não tem sido nada fácil, sobretudo com a tentação imposta pelo dinheiro fácil do contrabando de bebida fluindo para seu bolso. Quem sabe daqui a alguns anos seus negócios estejam legalizados.

Frase de Efeito: "Vou fazer uma contra-proposta e se você tiver juízo, vai aceitar"

ANTECEDENTES

Descrição Pessoal: Geralmente Green é o homem mais intimidador num ambiente. Embora não seja grande ou musculoso, ele é corpulento e tem um porte maciço. Suas mãos são enormes, habituadas a se fechar em punhos dispostos a esmagar. Seu humor é mercurial, indo do jovial a um súbito ataque de cólera que pode desencadear reações letais em poucos instantes. Sua voz de barítono dá o tom em xingamentos impublicáveis tanto em italiano quanto em inglês. Ele costuma adotar ternos azulados risca de giz e polainas, recentemente Marinho quebrou o nariz de um capanga que riu de sua opção por uma flor amarela na lapela. Desde então, ninguém mais esboçou opinião a respeito de suas escolhas florais.    

Ideologia/ Crenças: "Dinheiro é poder e eu vou conseguir muito dos dois"

Pessoas Significativas: Vito Green, seu filho mais novo que nasceu surdo. Marinho ama o garoto e desistiria de tudo que conquistou para protegê-lo.

Lugares Relevantes: Bar di Napoli, um Speak Easy e Casa de Shows que ele comprou em Little Italy e que funciona como fachada para a distribuição de bebida.

Possessões Valiosas: Moeda da Sorte, um dólar de prata que ele ganhou quando chegou a Nova York e que representa o início da construção do seu Império.

Senhor Marinho para Call of Cthulhu BRP

ATRIBUTOS

FOR: 70     DES: 50     INT: 60     IDEIA: 60%
CON: 80    APA: 40      POD: 70
TAM: 65                       EDU: 50    SABER: 50%

Bônus de Dano: +1d4
Sanidade: 60%
HP: 14

HABILIDADES: Contabilidade 60%, Avaliar 47%, Arrombamento 21%, Arte (Cozinhar) 25%, (Botânica) 30%, Crédito 80%, Dirigir (Carro) 37%, Lutar (Briga) 51%, Arma de Fogo (Pistola) 43%, Intimidação 59%, Direito 14%,  Reparos Mecânicos 21%, Persuadir 60%, Localizar 30%, Arremessar 29%, "Cozinhar Livro Caixa" 51%, Negociar com o Submundo 70%, Contrabando 71%

Idioma Nativo: Italiano 50%
Idiomas: Inglês 40%

ATAQUES:

Combate Desarmado 51%, dano 1d3 +db
Cano de Ferro, 51%, dano 1d4 +1 + db

*      *      * 

Por enquanto é isso...

Fiquem conosco para as fichas da Senhorita Rosa, Dona Branca e Professor Black.

Agradecimento especial ao amigo Flavio Lúcio Abal que emprestou sua caixa de Detetive para essas fotos.

sábado, 15 de julho de 2017

Cthulhu X Jaime Lannister - Um pequeno conto por George R.R. Martin



Postado originalmente em 6 de Junho de 2013

A página da internet Suvudu promove lutas entre personagens da ficção em ambientes inesperados. São combates entre personagens como Gandalf, Raistlin Majere, Roland Deschain, Conan, o Bárbaro, Eragon, Harry Dresden, Aslan...

O nome da brincadeira é Cage Match e as lutas são julgadas por um grupo de analistas do blog (nerds de altíssimo nível!!!) que escrevem então um texto de como transcorre a batalha e qual o vencedor mais provável.

No Cage Match 2013, o impetuoso regicida Jamie Lannister, personagem da saga "Game of Thrones" passou com tranquilidade pela sua primeira luta, enfrentando Herminione Granger (de Harry Potter) e acabando com ela de forma rápida e eficiente.

A batalha seguinte não seria tão simples, já que Jamie enfrentaria o Grande Cthulhu em pessoa.

Como era de se esperar, Cthulhu derrotou Jaime, conforme segue no link abaixo: 


Foi quando George R. R. Martin, autor da saga "A Song of Ice and Fire" resolveu entrar na brincadeira escrevendo como seria uma luta entre o regicida e o terrível Grande Antigo.

Essa é a versão escrita por Martin que mostra um desfecho inesperado: 

CTHULHU vs JAIME LANNISTER (round 2)
Por George R.R. Martim


"Livros?" perguntou Jaime. "Como livros vão me ajudar em uma luta?"

"Eles podem contar mais a respeito da coisa que você vai enfrentar." Tyrion jogou o tomo empoeirado sobre a mesa.

"Cthulhu," disse Jaime pensativo. "Parece o som que homens velhos fazem quando puxam o catarro da garganta." Ele passou a mão boa sobre a capa dos livros. Eles tinham títulos estranhos, em línguas que ele desconhecia, embora ele não estivesse surpreso que o irmão conhecesse. "Abdul Alhazared," pronunciou, virando algumas páginas. "Isto é um disparate! Que língua é essa?"

"Uma pergunta justa," reconheceu Tyrion, "para a qual eu não disponho de resposta. Esses volumes vieram das terras sombrias além de Asshai. Mas aqui, veja isso. Essa é uma tradução, de uma tradução de uma tradução, pelo que vejo." O anão folheou as páginas até encontrar o que buscava. "E aqui temos ilustrações. Veja! Este é Cthulhu."

Jaime observou. "Isso?"

"Isso."

"Ele é tão grande quanto Casterly Rock."

"Maior. Se Casterly Rock caísse na sua cabeça ele talvez nem percebesse"

"Maldição dos Sete Infernos." Ainda que tivesse duas mãos, Jaime Lannister não tinha certeza de como poderia enfrentar uma coisa daquelas. "Esses tentáculos... essa coisa parece ter acabado de comer vinte krakens gigantescos, e não teve tempo de engolir tudo." Ele sentou e começou a espiar os livros. "Talvez se eu tivesse um dragão... "

"Talvez se você tivesse uma centena de dragões." Tyrion cruzou as pernas na sua poltrona e começou a revirar as páginas de outro livro chamado Mysteries of the Worm.

"Leia. Eu farei o mesmo. Você não tem muito tempo."

"Creio que não," Jaime admitiu. "O que devo procurar?"

"Fraquezas."

Jaime observou a imagem de Cthulhu novamente. "Ele tem olhos," disse. "Um ponto vulnerável, quem sabe. Uma lança enfiada no olho pode matar um dragão." Mas como diabos ele chegaria até os seus olhos? A coisa era mais alta do que a Muralha. "Uma corda e um gancho... Eu posso tentar escalar a criatura, como se ela fosse uma montanha... mas eu precisaria de duas mãos para subir..."

Ele sabia muito bem que não tinha duas mãos.

"Você poderia ter vinte mãos," comentou Tyrion sem tirar os olhos do livro que lia. "Os tentáculos iriam te pegar e despedaçar seu corpo como um osso de galinha." Ele virou outra página. "É melhor começar a ler, se você quiser trepar com nossa irmã novamente."

Jaime começou a ler. Não era seu passatempo favorito, mas ele sabia que o irmão tinha razão.

Mais ou menos uma hora se passou até ele falar novamente. "Aqui tem algo interessante," disse. "Elder Signs." Ele virou o livro para que Tyrion pudesse ver melhor.

O anão coçou o nariz, e ponderou. "Hmmm. Sim. Símbolos de proteção. Isso pode ser muito útil."

"Posso pintar um desses no meu escudo," considerou o guerreiro.

"Em seu escudo e em toda a sua armadura," sugeriu Tyrion. "Mas pintura pode ser apagada facilmente. Tenha esses Elder Signs gravados no metal."

"De acordo." Jaime se ergueu e chamou seu armeiro para que ele começasse o trabalho. "Quero também na minha espada," disse ao homem. "Dos dois lados."

Tyrion continuou lendo. "Isso é uma pena."

"O que?" Jaime serviu uma taça de vinho. Ler tudo aquilo dava muita sede.

"Bem, aqui diz que o mero vislumbre desse Cthulhu deixa as pessoas loucas de terror."

Jaime gargalhou. "Não eu." Ele deu um gole de vinho. "Às vezes um pouco de terror faz um homem lutar melhor."

"Estamos falando de muito terror," explicou o anão. "Não o tipo que faz lutar melhor. Está mais para aquele terror que faz você sujar as calças e ficar no chão babando, entendeu?"

Aquilo realmente complicava a situação. Mesmo coberto de Elder Signs, como ele lutaria com a maldita coisa se não pudesse sequer olhar para ela? "Eu terei de lutar vendado?" ele perguntou ao irmão. "Symeon Olhos de Estrela lutava assim, é verdade, mas ele treinou por anos lutar sem o benefício da visão. Como eu vou encontrar a coisa, para começo de conversa?"

"Bem, imagino que ele tenha um cheiro," disse Tyrion com uma expressão pensativa. "Mas parece que não é possível matá-lo também."

"Um ataque bem executado no olho... " insistiu Jaime, apegando-se a esperança.

"... não causará nada além de um mero inconveniente, o problema é que a coisa já está morta, ou é morta-viva, ou... Escute isso:

"Não está morto o que pode eternamente jazer.
E em estranhas eras mesmo a morte pode morrer."

"Duvido que eu possa esperar por eras," considerou Jaime. "Então a coisa é um deus, é isso?"

"Praticamente." Carrancudo, Tyrion virou mais algumas páginas. E então sorriu. "Oh, espere um instante. Aqui está!"

"O que é agora?" perguntou Jaime.

"Ele está dormindo." Tyrion apontou a página. "Aqui está bem claro. E também no outro tomo. Cthulhu está dormindo em R'yleh no fundo do mar."

"E como isso nos ajuda?" perguntou Jaime.

"Bem," ponderou Tyrion, "não vamos acordá-lo. Se Cthulhu não aparecer, você vence por desistência. Um camarada grande como esse precisa dormir. Eu detestaria perturbar seus sonhos, você não?"

"Nós todos precisamos sonhar," disse Jaime, com um sorriso amarelo. "Mas temo que alguém irá despertá-lo."

"Um monte de gente!" o anão confessou. "Estão apostando fortunas no grandalhão."

Era a mais pura verdade. Quando Jaime caminhou até o campo de batalha designado, próximo do mar, ele encontrou mais de vinte sacerdotes; acólitos com olhos grandes e redondos, mãos com dedos vestigiais, barrigas brancas de peixe, e até uma guelra ou duas. No momento que eles o viram, começaram a cantar em uníssono, "Ph'nglui mglw'nafh Cthulhu R'lyeh wgah'nagl fhtagn" dançando em círculo, com seus membros pálidos erguidos para o céu. Os olhos voltados para as ondas. Nenhum deles prestava atenção em Jaime... até que ele removeu o manto, revelando a armadura dourada coberta dos pés a cabeça de Elder Signs.

Então eles começaram a gritar. Satisfeito, Jaime vestiu o elmo e sacou a espada da bainha.

Os sacerdotes eram lentos e desajeitados, ao menos em terra. Nenhum deles estava armado, e sua lâmina penetrou na pele macia deles como uma faca de pescador, os Elder Signs na lâmina afiada brilhando a cada morte. Sangue verde espirrou para todo lado. O chão ficou escorregadio com escamas e tripas fedorentas de peixe. Logo não havia mais ninguém cantando.

Cthulhu jamais apareceu. Jaime esperou sinceramente que ele estivesse tendo bons sonhos. Quem sabe ele tivesse uma bela irmã também.

"Creio que você venceu esta," disse Tyrion, quando o sol despontou no horizonte. Não havia mais ninguém para contestar.

"Vamos reclamar nosso prêmio. Você não vai acreditar em quanto vou ganhar por ter apostado em você irmão."